Agora não tem mais jeito! Só restamos nós quatro: Eu, Naila (minha primeira esposa), Naiana e Marina. Sorte que nosso amigos Lúcio e Rita estavam lá para nos fazer companhia. E começou cedo, quando fomos surfar na Praia do Amor, Eu, Daniel e Mateus. Eles usaram a minha prancha e a da Naiana, que mais uma vez ficou dormindo. Saimos cedinho, sete da manhã. Chegando lá, o tamanho das ondas nos impressionou. Eu achei que era o “angulo” pois estávamos em cima da falésia. Que nada! Quando entramos no mar – quem consegui – constatamos que as “ondinhas” eram bem grandinhas mesmo. tanto que eu cheguei a desistir de dropar um das maiores do dia, só minha, mas….Nesse dia senti muito não ter ao meu lado meus amigos de surf Léo, Gilson e Samuel. Já falei pro Léo isso. Não que eles sejam especialistas em salvamento, mas, pelo menos para mim, dá mais confiança e segurança ter amigos por perto, principalmente quando se é um “jovem” de 45 anos, se metendo nas ondas potiguares. Queres ver uma foto nossa? Olha esta: Ela foi tirada no Icarái pelo Bitenka, da Ceará Surf School. Tá borrada um pouco por conta dos pingos dágua na lente da câmera.
Pois bem! Voltando para a Pipa, retornamos para a pousada por volta de nove horas e, por sorte nossa, encontrei um agente de passeios oferecendo passeio de lancha para a Baía dos Golfinhos. Nós já havíamos feito esse passeio, mas como Lúcio e Rita queriam fazer, fizemo-lhes companhia. Cada família em uma lancha, partimos para a Baía dos Golfinhos. A nossa, que aparentava ter melhores condições que a deles, deu pane no motor. Fizemos parte do percurso de volta rebocados. Paramos na Baía do Curral (de peixes) para reparos e um banho e retornamos para a Pipa. Sim, e os golfinhos! Dizer que não os vimos seria leviandade, pois eles apareceram quase uma dezena de vezes. Só não fizeram piruetas como fazem em Sea World. Perdoe-me amigo Lúcio – antiamericano até o carroço do olho – mas prefiro os golfinhos de Orlando, que vão mais alto, rodam várias vezes, levam as pessoas sobre seus dorsos e mandam beijinhos. Melhor né!
Depois do passeio fomos para o “Deck” da pousada Marlin. Na minha opinião, a melhor combinação de deck, piscina e vista para o mar. Olha a foto tirada do site:
tomamos uma deliciosa caiporoska, uma água de côco, até que decidimos surfar. As ondas estavam maravilhosas vistas da pousada. Longas direitas que pareciam desenhadas à mão. Entramos no mar eu e Naiana enquanto Naila jogava conversa foram com nossos amigos. Foi outro momento mágico. Naiana pegou boas ondas, algumas sob minha orientação, outras pro conta própria. Havia alguns surfistas no mar, todos respeitando os direitos dos outros. Emocionante também foi o contato, visual quase físico, com uma tartaruga marinha relativamente grande. Imagino que ela tinha uns 70 centímetros da cabeça ao rabo. Na primeira vez que a Naiana a viu foi um grande susto. Pai! Olha! disse ela euquanto a inocente subia à tona para respirar. E assim foram vários os momentos de contato. Naiana, que não gosta muito que eu fique ao lado dela, pois fico dizendo, “pega essa”, “olha a onda”, “rema!”dizia: “Pai, num sai de perto de mim não!”. Ei ria…..hehehe
Mais emoção foi quando saímos do mar, por conta das pedras abaixo e adiante de nós. Apenas emoção. Nada de risco iminente. Naiana, parabéns pelas boas ondas surfadas na Pipa. Pena que nossa fotógrafa de plantão Naila não capturou nenhum instante nesse dia. Shame!
A hora do almoço já passara e eu dei corda para irmos para a Baía dos Golfinhos, dessa vez de carro. Minha experiência dizia que pegaríamos boas ondinhas lá para nos despedirmos da Pipa, pois no dia seguinte, 5 de janeiro, partiríamos para Fortaleza.
Fomos e entramos no mar: Eu, Naiana e Daniel. Naiana pegou onda, Daniel pegou onda na minha funboard e eu também pequei. Naila, Rita, Lúcio observavam confortavelmente acomodados nas espreguiçadeiras disponíveis. Marina brincava ora na areia ora no mar. Eu resolvi sair e curtir o momento com a Marina. Peguei-a e entramos mar adentro com o bodyboard. Foi muito legal! nadamos, curtimos, vimos golfilhos – orientados pela atenta Naila que da areia apontava onde estavam os bichinhos – mergulhamos, e nos amamos. Repito: foi bom demais. Enquanto isso curtia a Naiana deslizando nas macias ondas da Baía dos Golfinhos.
Voltamos exaustos já ao cair da tarde.
Ainda tivemos fôlego para um sanduíche e nos recolhemos. No dia seguinte sairíamos para Fortaleza, aliás, Morro Branco, nossa última dormida antes de Fortaleza.